11 coisas para se acostumar na Índia

A Índia é de fato muito diferente do Brasil. Durante o dia-a-dia tem aquelas coisas que pegam mais, então resolvi listar aqui 11 coisas para se acostumar ao vir visitar/morar na Índia:

 

1) Poeira

A Índia tem um clima árido e o solo arenoso. Ou seja, poeira pra todo lado. Aqui faço duas observações. Primeiro, esse pano no rosto com o nó atrás, na nuca (foto do homem), é muito comum de ser usado mas veja bem, isso não tem nada a ver com nenhuma religião. Serve para evitar de ficar comendo poeira e para não queimar a cara no verão (os indianos não usam filtro solar e tem pavor de pegar uma cor).

Segundo, os indianos são extremamente noiados com poeira, eles estão sempre varrendo o chão, até porque eles estão sempre de sandália ou descalços e não querem sujar o pé. Então, essa cena das fotos é bem comum, e essa vassoura indiana acaba ficando bem característica porque raramente se vê a vassoura “ocidental”.

2) Vaca = vira-lata

Como não é novidade para ninguém, vaca é sagrada na Índia. O motivo eu vou explicar em outro post. A questão é que elas estão por toda parte, ficam soltas, pela rua, tipo vira-lata mesmo e muitas vezes, em bando. Elas ficam andando por aí, revirando lixos, sentadas na rua, atrapalhando o trânsito… Falando em trânsito…

3) Trânsito caótico

Seguindo no que disse aqui: vaca, moto, rickshaw (tuk tuk), bicicleta, ônibus, carro, búfalo, camelo, elefante. É, tem de tudo no trânsito indiano. Mas o que é mais difícil para os brasileiros é o BARULHO DE BUZINA! Aquela buzinada surpresa na orelha pode desequilibrar seu melhor humor.

As faixas não são respeitadas, não tem calçada para pedestre, existem poucos sinaleiros, é banal entrar na contra-mão, E o mais incrível: FUNCIONA!

No começo você acha que vai bater toda hora, eles dirigem muito perto um do outro, muitos até sem retrovisor, entrando na contra-mão e desviando dos carros frente à frente. No primeiro mês, o friozinho na barriga é constante. Mas deve ocorrer bem poucos acidentes, pelo menos eu nunca vi nada além de umas encostadas. A questão é que na Índia tem MUITA gente e a rua tá sempre cheia de veículos, então raramente é possível ultrapassar 50km/h. Aí devagarzinho, fica fácil.

Olha aí como é:

Além disso, ensinei como atravessar a rua na Índia aqui.

4) Pegar carona de moto sem capacete

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Aproveitando o assunto do item anterior, a fiscalização aqui para andar de moto de capacete é baixíssima, então quase ninguém usa. E como moto é um veículo barato, grande parte dos meus amigos indianos/estrangeiros andam de moto. Aí na hora daquela caroninha eles não aparecem com capacete. Nessa situação, a adrenalina é diretamente proporcional à velocidade.

5) Se comunicar sem falar o mesmo idioma

Os indianos jovens com boa educação falam inglês fluente. Mas a Índia não é populada apenas de jovens com boa educação, certo? O idioma nacional da Índia é o hindi, e além dele, os estados da Índia tem seu próprio idioma e dialetos locais. São muitos, desdobrei toda a questão do idioma na Índia aqui.

Ok. Dá pra se virar bem apenas com inglês na Índia. Mas é muito interessante saber algumas palavras-chave em hindi. 

Acredite, pode te ajudar muito 😉

6) Barganhar

Declarado pelos brasileiros junto com o barulho de buzina, como as duas coisas mais chatas da rotina na Índia!!! Acontece principalmente em situações na rua que envolvem dinheiro vivo, seja o motorista do rickshaw (tuk tuk) ou o cara do carrinho de verdura na esquina. Só de ver sua cara de gringo eles jogam o preço lá em cima. E pra barganhar sem falar o mesmo idioma, como faz?

Fiquem tranquilos, ensinei toda a arte da barganha na Ásia aqui.

Depois de morar na Índia está liberado até colocar “negociação” como competência no currículo.

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7) Cortar a carne bovina

É, já que a vaca é sagrada. Logo, não se come carne bovina. Digo, se come carne de búfalo mas não é muito comum. Fiquem tranquilo, carnívoros fervorosos, fiquem tranquilos, tem frango e peixe (pouco) para quebrar o galho.

Como a maioria é hindu e evita comer carne, os restaurante, embalagem de alimentos e produtos costumam indicar sua procedência com estes selos:

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8) Comida apimentada

Outra informação bem conhecida sobre a Índia. Sim, a comida indiana é muito apimentada. Na verdade quando um estrangeiro vai à um restaurante eles tentam fazer “less spicy” (menos apimentado) mas não tem jeito, vem apimentado de qualquer forma.

Certa vez, conversando com uma amiga indiana que estava de mudança para os EUA, me disse que ia levar muito temperos indianos já que comida sem pimenta não tem gosto. Esse é o raciocínio deles.

9) Comer com a mão

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Hora de perder a frescura. Mão no alimento. Os restaurantes servem só colher, e como é difícil comer com colher hein?! Garfo e faca só em casa, em restaurante tem que pedir pro garçom.

Fiz toda uma introdução sobre a questão da carne e como a comida é servida nos restaurantes nesse post.

10) Ter papel higiênico com você, sempre

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Os banheiros aqui não costumam ter papel higiênico e os restaurantes não costumam ter guardanapos. Nunca se sabe quando vai precisar, então, melhor se prevenir, certo?

11) Temperaturas acima de 40ºC (no verão)

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É meus caros, como eu disse no post anterior, o verão aqui não é brincadeira, nos meses de abril, maio e junho o bicho pega! Entre 11h às 17h é insuportável ficar na rua. Durante esse tempo, já se acostume com a testa suada, sempre.

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Fica aqui as 11 coisas para se acostumar na Índia! Envie para aquel@ seu amig@ que está cogitando dar um pulo aqui.

O Cosmopolita

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Como foi minha adaptação na Índia

“E ai, tá curtindo, mano???”

Primeiro mês na Índia e meu WhatsApp e inbox do Facebook cheio de mensagens de amigos próximos do tipo: “E ai mano, chegou né?! Como ta aí?! Deve tá curtindo pra cara***, né?!”

Essas mensagens me fizeram refletir: “Putz… Será que eu tô curtindo?”

Passei por 3 grandes dificuldades no meu primeiro mês aqui:

1) Calor

Cheguei no meio de maio, no AUGE DO VERÃO. Sem brincadeira, era 40 graus todo dia, em um clima seco e com muita poeira. Entre 11h e 17h não dava para ficar na rua. Teve uma semana que bateu 45°C todos os dias! Chegou a ter sensação térmica de 50 graus! 10h da manhã já tava 30°C, absurdo! Na boa, quem aguenta???? Não dava pra ficar na rua. Isso até deve ser um dos motivos dos indianos entrarem tarde no trabalho, para ficar nas horas mais quentes do dia no escritório no ar condicionado.

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Atenção no mês de maio, máxima de 50ºC, média de 41,6ºC (Fonte: wikipedia)

Na Índia faz tão calor, que os chocolates ficam estocados nas lojas em geladeiras só para chocolates:

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Geladeira de chocolates da Dairy Milk, empresa inglesa com grande participação nesse mercado na Índia. O fator calor deve ter exigido mudanças na logística de chocolates  na Índia

2) Moradia

Ainda não tinha um lugar pra ficar. Um cara da Aiesec (sou extremamente grato à ele) quebrou um galho de última hora e me hospedou na casa da família dele por um mês e ficou me levando pra cima e pra baixo pra procurar apartamento. Ou seja, no primeiro mês, todo meu tempo livre, eu estava procurando apê. Não fiz quase nada e conheci poucas pessoas. Era só trabalho e procurar apê.

3) Comida

É… o mito sobre a comida indiana é verdadeiro. O problema não é nem a comida ser apimentada e grande parte das vezes você ter que comer com a mão (isso você vai acostumando com o tempo). O foda mesmo é a DIGESTÃO! Estou expondo esse ridículo à público mas é fato, arriscaria dizer que uns 90% dos estrangeiros que vivem na Índia passam pelo problema de intoxicação alimentar. Não entendeu ainda do que estou falando? Serei direto: caganeira! Rs! A comida indiana usa temperos diferentes e pesados. Aí o organismo demora pra calejar! Rsrs! Só regulei meu intestino depois que consegui o tal do apê e comecei a cozinhar minha própria comida.

Vou jogar a real: A Índia é perrengue! Mas também vou confessar algo que alguns amigos devem suspeitar sobre mim: EU GOSTO DE PASSAR PERRENGUE!!!! Como é bom o desafio da situação sair de controle e ter que respirar fundo, colocar o pé no chão e resolver o problema correndo riscos. Cara, depois que tá tudo resolvido, você solta todo aquele ar afobado do pulmão e começa a rir sozinho. É tipo adrenalina, tem todo um prazer nisso que faz querer sentir de novo (a adrenalina, não a caganeira).

“E ai, tá curtindo, mano???”

Ninguém disse que ia ser fácil. Na verdade eu vim pra isso, vim pra sair da zona de conforto, vim pra me testar, vim também, pelos perrengues!!!!

É nessa fase que muitos que vêm, desistem dessa experiência na Índia e voltam pra casa.

É também nessa fase, que quem fica, desenvolve toda uma resiliência, aprende a lidar com situações difíceis, aprende mais sobre si nessas situações, como você se comporta, o que é bom e o que é ruim no seu comportamento, na forma que você pensa, e o que pode melhorar em si.

Respondendo a pergunta: Ééé… Ali no meio do furacão não tava legal não. Mas depois que ele passa a gente entende ele. Depois de toda a tempestade, vem a calmaria. De tudo, se tira proveito. Nos desafios, há progresso.

Ufa! Passou maio! Sobrevivi a essa fase de adaptação, consegui um apartamento no meu nome depois de muita burocracia, o clima de monções começou a dar as caras, ficou muito mais fresco, tempo livre pra conhecer lugares e pessoas, e, não menos importante, fígado regulado! Bora curtir essa Índia!!!

O Cosmopolita

Indianess

 

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Subúrbio de Ahmedabad. (Lente 55-200mm Exposição: 1/200s Diafragma: f/4.5 ISO 400)

Feito. O Cosmopolita e seu violão aterrissaram em terras indianas. O cara da Aiesec que tava me esperando no aeroporto já me deu a letra: “Welcome to Indianess”!

Indianess = India + crazyness

Sentei no taxi e pra começar com as diferenças, primeiro que o motorista já tava sentado do lado direito. Detalhe, a mão da rua também é ao contrário (quando respeitada! Rs).

Mas eu só fui entender o significado do trocadilho mesmo quando o taxi saiu do aeroporto. Trânsito caótico, as faixas para os carros não são respeitadas, as calçadas para pedestre também são raras, é banal entrar na contra-mão, gente pra cara***, barulho irritante de buzina, muita poeira, tuk tuk (aqui chamados de rickshaw) e moto PRA TODO LADO, famílias inteiras em cima de uma moto, e, sem capacete, não é brincadeira, se liga:

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Tirei essa do celular, cena comum na Índia, já vi até gente andando de moto com bebê no colo

Logo no segundo dia, avistei um camelo puxando uma carroça. Desacreditei! Quando eu ver alguém dando um rolê de elefante pela cidade vou postar aqui!

Logo no primeiro mês saí pela Old City, centro da cidade de Ahmedabad e fiz esses registros, abusei da 50mm, confere aí:

Pra quem tiver mais curiosidade, esse vídeo passa bem o que é Ahmedabad e já dá pra sentir o que é Indianess:

Até a próxima!

O Cosmopolita

O Portão 6B

Escala em Dubai. Foi onde tudo começou. Bem que eu queria dar um rolê pela city e ver com meus próprios olhos o que aqueles sheiks malucos são capazes de fazer com tanto dinheiro em um deserto. Bem, não rolou. O relógio marcava 23h. Fui direto ao galpão da Fly Emirates confirmar meu portão de embarque. Fui atendido por uma mulher de olhos puxados com aquele chapeuzinho árabe curioso das colaboradoras dessa companhia aérea.

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B6. “Bi Sics”, ela me disse. Ela pegou minha passagem e completou o espaço vazio do portão de embarque escrevendo len-ta-men-te o número 6 e depois a letra B com uma péssima caligrafia. Observei tudo com atenção e por um instante achei que ela tinha escrito errado. Mas não, em seu idioma nativo, suponho que escreva da direta para a esquerda.

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Fiquei com vontade de puxar uma conversa rápida e esclarecer algumas curiosidades que me vieram a cabeça no momento, mas aquele 1% de insegurança de conferir onde era o meu portão de embarque me fez me despedir no ato, encucado, apesar de saber que passaria mais 5h esperando meu próximo vôo.

Passei pela revista, subi uma escada rolante e peguei 3 esteiras rolantes em um corredor infinito onde fiquei observando as pessoas passando com roupas árabes. 6B, digo, B6. Lá estava o portão. Foi onde eu sentei, coloquei meu violão na cadeira do lado e digeri essa idéia. Foi onde tudo começou.

O Cosmopolita

Índia?! O que você vai fazer na Índia???

Foi a pergunta que muitos me fizeram quando tomei a decisão.

“Formei, e agora?” Acho que toda mudança de fase é difícil, e a resposta para essa pergunta vai determinar todo um novo rumo da sua vida.

Se você terminou a faculdade e não está engajado em um estágio para ser efetivado, as opções costumam ser:

            A) Procurar emprego/ prestar trainee

            B) Fazer mestrado e seguir carreira acadêmica

            C) Estudar para concurso público

            D) Empreender? Arrumar um trabalho autônomo?

Eu já havia morado nos Estados Unidos anteriormente, tive a oportunidade de fazer High School lá, onde morei entre meus 16-17 anos… Durante a faculdade já estava sentindo a necessidade de mais uma grande experiência internacional antes de mergulhar no mercado de trabalho pra valer.

Apesar de toda experiência ser válida, senti que o ocidente não tinha tanto a me oferecer e queria ir pro oriente… Sei lá, me aventurar na Ásia. Senti que precisava experimentar o diferente, senti que queria conhecer novos pontos de vista, senti que queria passar por situações diferentes, senti que queria aprender com outras culturas e com outros tipos de pessoas. Ou seja, eu queria fazer tipo um sabático para me testar e me conhecer melhor através de provações de vida e choques culturais.

Senti que precisava disso para estar 100% formado como pessoa e a partir daí, saber que rumo dar à minha vida.

Durante uns 2-3 anos eu mentalizei esse sonho, lembro certinho de contar para alguns amigos próximos:

“Eu quero é andar de elefante, conversar com monges em um mosteiro no alto do Himalaia, nadar na praia da “A praia” na Tailândia, fazer um retiro em um ashram, andar de canoa pelas florestas de bambu do Vietnã, passar um tempo em uma sociedade de subsistência, experimentar comidas diferentes…”

Tenho meu lado capricorniano sistemático (não me julguem!) que pra certas coisas, já começo a pensar nelas certinho (em detalhes) bem antes de colocar na prática. Foi tipo a lei da atração explicada em “O Segredo” mesmo, incrível quando as coisas acontecem com a força do pensamento e a mão na massa.*

Então estava decidido. Acabando a faculdade eu já sabia bem o que eu queria: VIAJAR! E aquele era o momento ideal: sem emprego, sem pagar aluguel, sem estar fazendo nenhum curso, sem namorada ou qualquer tipo de apego que me prendesse a um lugar. Jovem e com disposição para certos perrengues e loucuras que certamente não terei depois dos meus 30.

Fui atrás desse sonho. Abri a cabeça para todas as oportunidades que as empresas de intercâmbio ofereciam para um jovem recém graduado, não lembro ao certo, mas as opções eram praticamente essas:

           A) Work & travel (arrumar uns bicos nos EUA e viajar)

           B) Fazer um curso de inglês no exterior e viajar

           C) Fazer uma pó$

A minha situação era a seguinte: sem necessidade de me aprofundar no inglês por já ser fluente, sem vontade de fazer uma pós-graduação logo de cara porque não sei até que ponto o conteúdo de uma pós no exterior pode ser aplicado no mercado de trabalho no Brasil.

O que eu queria mesmo era sair de mochila por aí e me virar, mas conversando com meus mentores, orientadores, exemplos, sábios…PAIS, foi que chegamos à conclusão que o melhor para mim era continuar trabalhando na área e viajar (para a Ásia)! Ou seja, uma espécie de “sabático trabalhando”!

E nesse caso, só UMA empresa de intercâmbio oferece esse serviço, a Aiesec! Estava fácil, dentro da minha faculdade, no departamento que eu estudava, dois andares abaixo do corredor do curso de Administração e eu já sabia bem como funcionava.

A Aiesec tem vagas de trabalho para graduandos e recém graduandos no MUNDO INTEIRO (é sério!)! É um banco de dados gigante de vagas pelo mundo!

Beleza. E agora, quais países que eu tenho a moral de morar?

Legal, já estava decidido, era Ásia que eu queria. Não dá para ir para um país que não fale inglês, né? Pelo menos eu não estava disposto, creio que não seja muito válido para o futuro aprender uma língua aleatória tipo o que se fala na Tailândia, ou no Indonésia por exemplo. Então fiquei com Índia, Singapura e China.

Ok, vendi todos meus móveis, voltei para a casa dois meus pais, passei meses no portal da Aiesec, algumas entrevistas por Skype em inglês à meia noite e sou chamado para duas vagas: uma de analista de CRM de um aplicativo de jogo em Shenzen na China e uma de analista em uma empresa de pesquisa de mercado em Ahmedabad, na Índia.

A decisão foi tomada com meus mentores mais uma vez. Já estava idealizando essa oportunidade a tanto tempo que quando virou não foi nenhuma surpresa, passo a passo e com paciência, eu estava cada vez mais próximo. Bom, não sou muito (para não dizer “nada”) dos jogos de vídeo game então optei em ir trabalhar com pesquisa de mercado! ÍNDIA!

Agora vamos lá, preparativos:

Contratos, visto indiano por correio, maratona de check-up em médicos, estudar a Índia, fazer mala para UM ANO…

A vida não é feita só de flores, meus caros

Pensa que foi fácil arrumar essa oportunidade?

Foram 5 meses formado e desempregado correndo atrás para fazer acontecer (pensa na bad que foi depois que passou o carnaval e ainda não tinha nada certo!?), o apoio da família foi fundamental! E 3 semanas antes de embarcar, caí de skate e tive uma fratura no ombro esquerdo, por pouco não foi caso de cirurgia, o que poderia ter encerrado o meu Projeto Sabático/Trampo (alguns amigos acompanharam esse drama). E além disso, cheguei na Índia sem um lugar para ficar. Só com um endereço de um brasileiro do meu trabalho, um cara da Aiesec que me confirmou que me buscaria no aeroporto e o telefone dos dois.

Beleza, relendo esse texto até aqui, o processo pareceu de certa forma, simples. E ainda que não considere que fiz algo muito absurdo, até por achar a idéia de vir pra cá, dentro dos meus limites. Pensando agora, tenho certo mérito da coragem de topar esse desafio de “meter o louco” e vir trabalhar na Índia. Tem até uma frase do Ayrton Senna que me identifico nesse sentido:

“Não sei dirigir de outra maneira que não seja arriscada. Quando tiver de ultrapassar vou ultrapassar mesmo. Cada piloto tem o seu limite. O meu é um pouco acima do dos outros.”

Ayrton Senna

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Adalaj Stepwell em Gandhinagar, Índia

Voltando ao íncio: Índia?! O que você vai fazer na Índia?

Pois ééé… Qual a graça de viver sem correr riscos? Hora de sair da zona de conforto!

Próxima postagem vou dizer como foi adaptação e as primeiras dificuldades!

O Cosmopolita

*Não desistam desse blog porque mencionei signos e “O Segredo”! Hahaha!