Gente como a gente

Foi pouco antes de eu tomar o banho mais quente da minha vida nas águas termais de Manikaran, ainda mais quente do que a de Kheer Ganga.

Estávamos e eu o Chris na vila de Manikaran na volta do Kheer Ganga, já depois da trilha. Cidade simpática na margem do Parvati River:

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Passamos em um templo, estava tendo um ritual de oferenda para Shiva, entrei na fila para ver qual era. Acabando o ritual, peguei uma família para me explicar um pouco do que se tratava. O pai arranhava no inglês e e sua mulher  e filha estavam tentando ajudar, me trataram com muita educação.

Acabou a conversa e saquei a câmera para tirar algumas fotos. Foi quando olhei para o lado e aquela família e todo o grupo que estavam naquele pequeno templo, estavam na escadaria tirando uma selfie com “pau de selfie”. Nos Himalaias, quem diria?! Que cena!

Foi quando acenei com a mão para todos eles darem um “tchau”. Rendeu essa foto:

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Até dei uma ampliada para ver melhor as expressões. Essa é daquele série fotos que eu me apeguei. OLHA ESSAS CARINHAS!!!!

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A garotinha sorridente no meio é a filha, o cara de boné preto, o pai e a mulher segurando o “pau de selfie” e roupa rosa formam a família 

Foi um gesto singelo.

Que abriu uma brecha para a gente conversar novamente depois que nos encontramos lá em cima. Depois de um bate-papo rápido, essa família simpática pediu para tirar várias fotos comigo e o Chris.

É nessa hora que os pré-conceitos são quebrados. Apesar do estereótipo de terrorista, barbudos usando turbantes. Olhando no olho, são gente como a gente, que conversam gentilmente, que retribuem sorrisos e claro, tiram selfies.

Não peguei as fotos que tiramos juntos, mas tenho essa de recordação, que fiquei mostrando empolgado para o Chris no ônibus durante aquela noite.

Vou guardar com carinho.

Essa foto no meu HD e esse momento na minha memória.

O Cosmopolita

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Toda história tem graça quando é passado

Foi na volta do meu primeiro trekking na Índia. Estávamos descendo os Himalaias. Éramos apenas eu e o Chris, Chris e eu, alemão que trabalha comigo. Chris teve que me aturar durante 5 dias.

Melhor que Batman & Robin e Sherlock & Watson

Nunca tinha viajado com outro fotógrafo. Dois amantes da fotografia. Foi bom que dessa vez eu não fiquei para trás do grupo tirando fotos, já que meu grupo era só eu e outro fotógrafo.

Creio que nossas personalidades fizeram uma boa dupla. Um, pró-ativo, organizou a trip, mais comunicativo na hora de interagir com as pessoas e negociar preços. Outro, quieto mas parceiro, topa qualquer parada, e firme nas suas posições na hora de tomar uma decisão.

A volta do Kheer Ganga

Na ida até o Kheer Ganga demoramos 4h. Confesso que a última hora de trilha foi difícil com a mochila pesada. Eu havia julgado a capacidade física do Chris, mas já na ida ele me surpreendeu puxando nosso bonde. Agregou muito. A volta é sempre só alegria, sempre, impressionante. Fizemos em 3 horas e pouco com o sorriso no rosto, parando para tirar foto e tudo mais. Foi ao chegar às primeiras casas da vila de Nakthan que fica no caminho, que um garotinho com menos de 10 anos surgiu do nada.

“Toca aqui?!”

Ele parou, e estendeu a mão para o Chris pedindo um cumprimento. Chris, alemão educado, foi humildemente apertar a mão dele, enquanto eu, ofegante e com mochila pesada nas costas, parei para assistir a cena. Foi aí que o moleque recuou a mão e deu aquele famoso “deixa que eu toco sozinho” no Chris e saiu correndo.

Ficamos ambos surpresos! Chris ficou tão vermelho quanto faz um bom trabalho no escritório, já eu, fui gargalhando alto até uma lanchonete no centro da vilinha de Kheer Ganga depois da cena que havia presenciado.

Na próxima vez que algum moleque vier me cumprimentar nessa viagem, eu que vou tirar onda.

Olhando para trás

Toda vez que eu encontrar o Chris por esse mundão, vou fazer questão de lembra-lo dessa história do “olé” épico. Mas nessa próxima vez, vamos rir juntos.

Tudo bem que essa foi uma situação irrelevante em nossas vidas e felizmente essa viagem foi 100% de acordo com o planejado. Mas refletindo agora, mesmo os maiores apertos, a gente consegue ver graça quando estão no passado.

Então fica o questionamento: por que se preocupar tanto se no final vai ficar tudo bem?

(vou voltar nessa questão depois)

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Não consegui uma foto do moleque para o Projeto Retratos já do mesmo jeito que ele surgiu, desapareceu. Mas tirei essa foto de Nakthan logo na sequência. (Lente 18-55mm Exposição: 1/4000s Diafragma: f/6.3 ISO 400)

O Cosmopolita

Shalom!

Era 15min dentro e uns minutos fora. Não dava para ficar mais tempo que isso dentro daquelas águas termais à quase 4.000 metros de altitude na vila de Kheer Ganga nos Himalaias.

Foi nesses intervalos que um indiano me abordou dizendo: “SHALOM!” (cumprimento, judaico). Olhei para ele sem entender, demorou para cair a ficha enquanto do meu lado, um grupo de israelenses começou a gargalhar alto. Eram  desde ruivos à cara de árabe, tipo brasileiro, uma mistureba maluca.

Os israelenses tem que cumprir serviço militar obrigatório de 3 anos para os homens e 2 anos para as mulheres (isso mesmo, mulherada!). E depois desse dever cumprido, eles costumam mochilar pelo mundo e é fácil encontrá-los em grandes grupos de 5 à 10 pessoas.

Por algum motivo que eu ainda não sei, a região de Parvati Valley é um destino famoso entre os israelenses, grande parte dos restaurantes tem comida israelense no menu devido à essa demanda.

Por esse motivo, o indiano achou que eu era israelense. Essa foi a brecha para todo um papo naquela piscina até que 15min depois saí da piscina porque estava muito quente.

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Foto ilustrativa onde aconteceu essa situação. Piscina de água termal no topo da vila, Kheer Ganga ao fundo (foto de GoPro)

O Cosmopolita

Kheer Ganga: acampando nos Himalaias

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Lente 55-200mm Exposição: 1/500s Diafragma: f/6.3 ISO: 400

A decisão

Eu já estava na Índia há 8 meses e como um bom montanhista, já estava mordido pra fazer uma trilha, especialmente estando tão perto dos Himalaias. Foi então que sentei com meu companheiro de trabalho, Chris, da Alemanha, para bater o martelo em onde seria nosso destino. Considerando que a melhor época para fazer trilha nas montanhas no norte da Índia é de agosto à outubro, concordamos em pedir uma folga na primeira semana de outubro.

Desconsiderando o estado da Caxemira (que tem várias travessias famosas) devido aos conflitos entre Paquistão e Índia, a região de Parvati Valley no estado de Himachal Pradesh (na tradução: território Himalaia) é muito famosa entre os indianos, principalmente as cidades de Kasol e Manali de onde partem algumas trilhas.

Através de indicações, resolvemos fazer uma trilha famosa até a vila de Kheer Ganga à 2.960 m acima da altura do mar. O que foi ideal já que se chega lá em apenas um dia e não tínhamos tempo para encarar nenhuma travessia.

Transporte

Feito, lá fomos eu e o Chris. Avião até Delhi, ônibus de 10h saindo Delhi para Bhuntar varando a noite. De manhã, taxi de 1h de Bunthar para Kasol e outro de Kasol até a boca da trilha do Kheer Ganga, passando pela vila de Manikaran.

Curiosidade: Kasol é tipo Trindade/RJ ou São Tomé das Letras/MG no Brasil, é aquela cidadezinha próximo à natureza famosa pela banalização do uso da cannabis (nesse caso, haxixe), a diferença é que lá praticamente só tinha estrangeiro.

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A trilha

Ok. Chegamos, era 14h, considerando que a trilha demorava em cerca de 4h e estava escurecendo em torno de 18h, não podíamos perder tempo. Alongamos e fomos. A trilha basicamente é dividida em 2 partes, 2h em um terreno mais seco com muito sobe e desce e bastante exposição ao sol, sempre com o rio Parvati à direita, sendo que em cerca de 40min se chega em uma vilinha muito charmosa chamada Nakthan.

Depois se cruza o Parvati River em uma ponte com vista para uma cachoeira muito forte (cuja força da natureza é um espetáculo a parte), se entra em uma floresta de coníferas (pinheiros) onde devido às sombras e às árvores, o clima é bem mais úmido ajuda muito já que daí pra frente muda a pegada da trilha: são 2h só de subida até a vila de Kheer Ganga. Confesso que tive certa dificuldade já que levei uma mochila pesada (com 2 lentes pra máquina, tripé e tudo mais) e não estava em boa condição física.

Detalhe: Mesmo depois da vila de Nakthan, a trilha é cheio de quiosques onde é possível comprar água, comida ou simplesmente sentar pra dar uma descansada.

Feito! Exaustos mas inteiros, cerca de 18h chegamos à vila de Kheer Ganga!

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Placa de boas vindas da vila do Kheer Ganga! Esse foto é meramente ilustrativa! Rs! Tirei no dia seguinte, quando cheguei lá estava acabado!

Esse camping teve 3 peculiaridades em relação aos que eu já fiz no Brasil:

1) Estrutura

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Desse ponto de vista, parece uma favela mas juro que é um lugar muito gostoso!!! Exposição: 1/2000s Diafragma: f/5.6 ISO: 200

Todas as trilhas de montanhismo que havia feito no Brasil, você chega no cume e lá não tem nada, só você e o seu grupo. Nesse caso, chegamos numa vila. Tinha toda uma estrutura de lugar pra ficar e comer, o que poupou peso na mochila de barraca e comida.

2) A vista

Todas as trilhas de montanhismo que havia feito no Brasil, você chega no cume e a vista está abaixo de você. Nesse caso, a vila leva o nome da montanha que está na frente e no alto! E o Kheer Ganga é GI-GAN-TE. Sabe quando você senta na areia da praia e fica horas observando as ondas? Então, com a grandiosidade do Kheer Ganga também tem esse efeito! Até que todos os restaurantes e guest-houses tem deck virado para a montanha e o pessoal fica o dia inteiro hipnotizado olhando pra montanha.

3) Águas termais

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(foto de GoPro)

Último, mais inusitado e encantador. Lá em cima, à 2.960 m de altitude, tem uma piscina de águas termais. Com vista pro Kheer Ganga ainda! Acredite, é demais!

Lugar sagrado

Reza a lenda que Shiva, um dos deuses hindu, meditou ali por 3.000 anos e os locais consideram que as águas termais tem um poder de cura. Então, logo acima da piscina termal tem um pequeno templo de devoção à Shiva com um ancião da vila que mantém a ordem ali, não deixa o pessoal ficar gritando nem mergulhando na piscina.

De acordo com a mitologia Hindu, Shiva fazia uso de cannabis. Isso mesmo, Shiva era maconheiro! Brincadeiras a parte, com todo respeito à religião hindu, isso explica a banalização do haxixe nessa região da Índia.

Continuando com a viagem…

Pausa pra comemorar e recuperar o fôlego. Já fomos atrás de alugar uma barraca (que já ficam montadas) e fomos direto pra piscina termal até escurecer. Depois trocamos de roupa e fomos comer em um restaurante bem rústico e bem legal, tava frio, eles acenderam as lareiras, todas as mesas eram baixas com colchão pra sentar, senti um clima aconchegante.

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Tirei essa foto no segundo dia. No primeiro, esse restaurante estava bem cheio. Fiquei impressionado com o cardápio, comida do mundo inteiro: Israel, Itália, Espanha, Índia (claro) e por aí vai…

Curiosidade 2: Por algum motivo, essa região de Parvati Valley atrai muitos israelenses, eles andam em grandes grupos de 5-10 pessoas. Quando um indiano vê um estrangeiro nessa região já tenta adivinhar perguntando se você é israelense.

Ficamos duas noites lá, pra ter um dia inteiro livre e aproveitar o lugar já que foi maior função chegar até lá. Nesse dia livre, exploramos todo o lugar e passamos bastante tempo na piscina termal. Saiu essas fotos:

Também rolou essas fotos noturnas:

Gastos:

Ônibus ida e volta de Delhi para Bunthar: 2.619 rúpias = 130 reais

*Táxi ida e volta de Bunthar para Kasol: 755 rúpias = 38 reais

*Táxi ida e volta Kasol para a boca da trilha do Kheer Ganga: 1000 rúpias = 50 reais

Diária na barraca no Kheer Ganga: 125 rúpias = 6 reais!!!

Custo médio de uma refeição na vila do Kheer Ganga: 300 rúpias = 15 reais

*Esses dois trechos dá para fazer de ônibus circular, fica baratíssimo mas requer tempo para esperar ônibus. Coisa que eu e o Chris não tínhamos.

Himalaia, nos vemos no Nepal!

O Cosmopolita

“Cada quilômetro percorrido está me levando de volta ao meu reino”

O Aleph

“Não foi por acaso que tomei a decisão de viajar quando notei que minha vida não estava mais fluindo como um rio em direção ao mar (p.183). (…) As grandes lições que aprendi foram justamente aquelas que as viagens me ensinaram” p.18

Paulo Coelho

Não que minha vida não estivesse fluindo antes dessa viagem, mas queria garantir que meu rio tomasse a direção certa. Pegando um gancho no post anterior, resolvi fazer o segundo post da série resenhas de livros. O segundo livro que li nessa experiência no oriente foi “O Aleph” de Paulo Coelho.

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Paulo Coelho e como escreveu o livro

Fiquei com um pé atrás antes de fazer esse post porque Paulo Coelho é o tipo do autor que muitos amam mas muitos odeiam. Eu, particularmente, gosto das suas mensagens e esse livro não poderia cair em minhas mãos em melhor hora.

Esse livro de 2010 tem uma pegada bem parecida com o clássico O Alquimista escrito em 1988 pelo mesmo autor (um dos livros mais lidos do mundo, que por acaso já até vi vendendo aqui na Índia) já que conta toda uma história onde o personagem principal faz uma viagem, encara determinadas situações e mergulha no auto conhecimento.

A diferença é que neste livro, diferente do Alquimista, não é sobre um personagem fictício, Paulo Coelho narra uma experiência pessoal que teve (isso mesmo, o livro é sobre ele!) onde o autor se encontra em uma crise de meia idade e apesar de já ser um escritor consolidado internacionalmente, se vê estagnado e resolve fazer uma viagem que sempre teve vontade em busca de respostas e se reconectar consigo mesmo.

Nessa experiência, ele atravessa a Rússia em 2 semanas na ferrovia Transiberiana que vai de Moscou até o mar do Japão, fazendo uma turnê de autógrafos e roda de debates sobre seus livros.

A nota que justifica uma sinfonia inteira

Como o próprio autor diz, ele sai em busca do “passo que falta para chegar ao cume da montanha, a nota que justifica uma sinfonia inteira, a letra que resume o livro”.

Me identifiquei com o livro porque como disse aqui, vim parar na Índia para fazer uma espécie de sabático trabalhando, assim como Paulo Coelho no livro. E como estava (estou!) em uma transição de fases entre faculdade e mercado de trabalho, creio que seria uma boa hora para buscar aquela nota que justifica uma sinfonia inteira para entender melhor qual música deve tocar a minha vida.

A leitura

Com vocabulário simples assim como de O Alquimista, se lê devorando as 256 páginas desse livro. Em tom bem pessoal e sensível, e se tratando de espiritualidade com doses de espiritismo, budismo e xamanismo, o autor conta os eventos que desencadearam na decisão de fazer a turnê pela Rússia, e como foi a turnê estação após estação acompanhado de sua fã Hilal, jovem russa que além de violinista prodígio, é muito teimosa.

Durante a viagem, Paulo Coelho reflete sobre diversas questões, separei algumas abaixo.

As mensagens

  • O tempo

“O ser humano tem uma gigantesca dificuldade em se concentrar no presente, está sempre pensando no que fez, em como poderia ter feito melhor, quais as consequências dos seus atos, por que não agiu como deveria ter agido. Ou então se preocupa com o futuro, o que vai fazer amanhã, que providências devem ser tomadas, qual o perigo que o espera na esquina, como evitar o que não deseja e como conseguir o que sempre sonhou. (…) Não param para pensar: sou resultado de tudo o que aconteceu e acontecerá, mas estou aqui. Se fiz algo errado, posso corrigir ou pelo menos pedir perdão. Se fiz algo correto, isso me deixa mais feliz e conectado com o agora” p.16

“Aprendemos no passado, mas não somos fruto disso. Sofremos no passado, amamos no passado, choramos e sorrimos no passado. Mas isso não serve para o presente. O presente tem seus desafios, seu mal e seu bem. Não podemos culpar ou agradecer o passado pelo que está acontecendo agora. Cada nova experiência de amor não tem absolutamente nada com as experiências passada: é sempre nova” p.114

 

  • Os encontros:

“Confirmaram aquilo que eu sentia: as pessoas se encontram quando precisam se encontrar” p.127

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Cena do documentário “O Caminho a Santiago”
  • Confronto

“Saber apreciar e honrar nossos oponentes é uma atitude totalmente distinta da dos aduladores, dos fracos ou dos traidores” p.195

“Só um tolo ameaça. Só outro tolo sente-se ameaçado” P.190

“Na vingança o máximo que pode acontecer é nos igualarmos aos nossos inimigos, enquanto no perdão mostramos mais sabedoria e inteligência” p.68

  • Relacionamentos

 

“Minha opinião sobre ele começa a mudar. Deve saber algumas coisas, eu sei outras, e podemos continuar nos ensinando mutuamente (p.92). Nossas mãos unidas na fé de que podemos fazer a diferença neste mundo. Cada um colabora com uma palavra, uma frase, uma imagem” p.27

“Não estou casado há mais de duas décadas com a mesma pessoa. É mentira. Nem ela nem eu somos os mesmos, por isso nossa relação continua mais viva que nunca” p.114

  • Conflitos

“Porque então tantos conflitos? Para que o Universo caminhe. Para que o corpo se mova” p.117

  • Paz

“A arte da paz é imbatível, porque ninguém está lutando contra ninguém, apenas consigo mesmo. Vença você mesmo, e vencerá o mundo” p.131

“O caminho da Paz parece uma luta, mas não é. Ele é a arte de preencher aquilo que está faltando e de esvaziar aquilo que está sobrando” p.132

“Viver é treinar. Quando treinamos, nos preparamos para o que está adiante. Vida e morte perdem o significado, existem apenas os desafios que são recebidos com alegria e superados com tranquilidade” p.133

  • Lei da atração:

“Se buscamos alguma coisa, essa coisa também está nos buscando (p.51) (…). As coisas começam a se encaixar com perfeição absoluta quando estamos concentrados no que queremos” p.147

O Cosmopolita