12 palavras em hindi para se virar na Índia

Conforme disse no post sobre idiomas, é bem tranquilo se virar na Índia falando apenas inglês já que em geral, os indianos falam 3 línguas: hindi (nacional), língua regional (do estado) e inglês.

Mas têm algumas situações como por exemplo pegar um rickshaw (tuk tuk) ou comer na rua em que a pessoa pode não saber falar inglês então é interessante saber algumas palavras-chave em hindi para conseguir se comunicar.

Palavras-chave em hindi

Sobrevivi um ano na Índia praticamente com esse grupo seleto de 12 palavras-chave, haha! Sabendo essas 12 palavras, é possível fazer um verdadeiro diálogo dando a entender que você realmente fala hindi.

Bora lá:

1) Irmão = Bhaaya (pronúncia: báia)

Essa é uma palavra mágica! Serve tanto pra se referir a um homem tanto em ambientes formais (exemplo: falar com o balconista de um lugar formal) quanto informais (exemplo: chamar a atenção de um motorista de rickshaw na rua). Passa bastante credibilidade e faz as pessoas te darem atenção.

Além disso, bhaay é usado com um sufixo de nomes, para se referir à alguém pelo nome de forma respeitosa. Por exemplo, o nome do meu gerente no trabalho era Amit, então meus colegas muitas vezes o chamavam de “Amit-bhaay”.

Uma curiosidade é que só é usado para nomes hindus e não mulçamanos, um colega de trabalho me disse soar estranho em um nome de muçulmano (que são diferentes).

Outro detalhe é que bhaaya só é usado para homens. Afinal, significa “irmão”. Mas não se preocupe, na Índia, você interage com homens na grande maioria do tempo.

2) Tchau, partiu, vamos = Chalo (pronúncia: tchalo)

Essa é uma expressão MUITO comum entre os indianos, pode ser usada pra se despedir (tchau), ou como “estou indo, partiu!” ou até pra acelerar a galera pra ir embora (vamo!).

3) Chega, suficiente = Bas (pronúncia: bãs)

Outra expressão MUITO comum, pode ser usada tanto pra alguém parar de colocar comida no seu prato quanto para o motorista do rickshaw (tuk tuk) encostar o tuk tuk imediatamente.

4) Sim = Haan (pronúncia: rã)

Essa é bem fácil, é tipo um AHAM sem o primeiro “A”, ficando só o “HAM”, ela é bem compreensível por brasileiros devido essa assimilação. Nós tendemos a achar falta de educação quando você está contando alguma coisa e um indiano fica “ham! ham! ham!”, parecendo que ele está duvidando de você! Haha! Mas ele está concordando!

5) Não = naheen (pronúncia: nem)

Assim como o haan, essa também é bem fácil de aprender devido a assimilação com o “NEM”.

6) Quanto custa? = Kith-naa? (Quanto?) (pronúncia: kítina)

Essa é interessante saber já que muitos vendedores ambulantes não falam inglês e você sabendo falar isso, pula aquele parte de apanhar tentando se expressar com alguém que não entende inglês.

Quanto aos números, na grande maioria das situações na Índia, se fala em inglês. No ano que morei lá, passei por pouquíssimas situações que a pessoa não sabia os números em inglês. E ainda tem essas moedas pra facilitar:

2 cents

7) Água = pani (pronúncia: pãni)

Esse é tipo de palavra que você só vai precisar usar caso ninguém saiba falar inglês mas lembro de uma situação no meu primeiro mês na Índia que fiquei uns 2min tentando comprar água numa barraquinha na rua pedindo “water” com inglês americano (pronúncia: uórêr). Saber falar “água” no idioma local é sempre bom, e pani é bem fácil de decorar.

8) Olá = namaste (pronúncia: namastê)

Provavelmente a palavra mais famosa em hindi mas ao contrário do que muitos pensam, namaste não significa “obrigado”. Namaste é uma saudação bem formal e respeitosa. Claro que se você usar namaste como obrigado e as mãos juntas, os indianos vão achar fofo e responder com outro namaste, mas não, namaste não significa obrigado, namaste é uma saudação. E sinto muito frustá-los, é bem pouco usada, eles dizem mais “hello” que namaste.

9) Esquerda = Baanyee (pronúncia: bánia)

10) Direita = Daaye (pronúncia: dáia)

11) Reto = seedaa (pronúncia: sida)

Essas palavras são muito úteis para dar ou receber direção de um lugar, principalmente com motoristas de rickshaw (tuk tuk) que normalmente não falam NADA de inglês. Claro que você pode apontar mas saber essas palavras pode ajudar.


Acredite se quiser, é possível fazer verdadeiros diálogos só com essas palavras-chave e palavras da situação que você estiver como querendo ir à algum lugar ou comprar alguma coisa na rua.

E algumas expressões como “bhaaya”, “chalo”, “haan” e “naheen” pode dar grande credibilidade para você em situações como barganhando alguma coisa e evitar um golpe já que parece que você fala hindi e supostamente sabe se virar bem na Índia.

12) Um pouquinho = tora tora (pronúnica: tóra tóra)

Ao pé da letra, “tora” significa “pouco”. Repetida duas vezes, significa “um pouquinho”. Pelo que pude perceber, isso se repete em outros idiomas asiáticos. Enfim, essa expressão pode ter pouca utilidade mas tem uma utilidade importante. Quando você faz um diálogo com um local só usando as palavras ensinadas acima e um indiano te perguntar em inglês: “do you speak hindi?” e você responder “tora tora”, vai ganhar bastante credibilidade.

Não, eles não puxam conversa em hindi a partir dessa resposta. A conversa morre ali e o indiano sai com cara de bunda. Rs!

Com ou sem esse vocabulário, caso você tenha dificuldade de se comunicar em algum lugar na Índia, procure o primeiro jovem que passar por perto que é bem provável que ele fale inglês.

Mas já aviso: na Índia eles têm um orgulhinho de não saber responder “eu não sei”, o que muitas vezes podem te dar uma informação errada ou então essa pessoa parar uma outra pra te ajudar e quando você for ver já vai ter uma multidão de pessoas enroladas que não conseguem te ajudar e só vão tornar a situação ruim. Então vai de você identificar quando isso estiver para acontecer e fugir dali! Haha!

Chalo 😉

O Cosmopolita

 

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Como barganhar na Ásia em 7 passos

Já tinha listado “barganhar” como uma das 11 coisas para se acostumar na Índia, pegando um gancho no post anterior que dei umas dicas de como se comunicar em hindi e sabendo que barganhar é declarado pelos brasileiros como uma das coisas chatas de viajar pela Ásia, achei interessante compartilhar aqui como barganhar na Ásia.

Primeiramente, barganhar é algo da cultura oriental. Precisei barganhar da Índia até o Vietnã e vou compartilhar aqui uma “metodologia” que desenvolvi de como barganhar em 7 passos.

A barganha acontece principalmente em situações informais e que envolve dinheiro vivo, como comer street food, comprar um presente, pegar um tuk tuk mas pode acontecer também em agências de turismo. E só de olhar sua cara de gringo, é comum jogarem o preço lá em cima.

Claro que esse não é o único jeito de barganhar ou a forma “oficial” pra fazer isso. É só uma forma que eu pessoalmente desenvolvi depois de muita negociação e alguns prejuízos. Hehe.

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Vendedor de loja de temperos no centro de Ahmedabad

Então, bora lá:

1) Conhecimento prévio do preço do produto/serviço

Bom, o objetivo da barganha é pagar um preço justo, certo?! Na barganha você vai tentar chegar aproximadamente até esse preço, então é importante antes de começar a negociar, saber quanto realmente é cobrado por aquele serviço/produto.

Então, antes de pegar um tuk tuk ou fechar um passeio turístico, pergunte onde você estiver hospedado, quanto geralmente é cobrado por isso. Ou conforme o tempo passar durante a sua estadia, você saberá quanto é cobrado em média em uma corrida de 10min de tuk tuk, quanto custa uma porção de pakora na Índia ou um pad thai na Tailândia.

2) O primeiro lance do vendedor

Ok, chegou a hora de perguntar quanto custa. Bhaaya,kith-naa? O vendedor vai olhar pra sua cara de gringo e vai jogar o preço lá em cima. Claro que quem vem da europa, Austrália, Inglaterra (libra!), pra eles é tudo ridiculamente barato e creio que muitos devem pagar o primeiro lance do vendedor sem hesitar.

A barganha é aquela situação pra você abusar da sua malandragem brasileira. Aqui está valendo fazer um teatrinho na hora que o vendedor dizer o preço absurdo. Dê risada, usar palavras em hindi dão credibilidadeNaheen, bhaaya, naheen!”, dê tapinha nas costas… Tudo com bom humor. Um teatrinho a mais sempre cria pressão em cima do vendedor.

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Vendedor de um doce chamado jelebi no centro de Ahmedabad

3) O segundo lance é seu

Agora é sua hora de dizer não e fazer o seu lance. Lembre, não será o último lance, então jogue o preço lá em baixo. 

NUNCA. Mas, NUNCA dê o preço final logo de cara. Você vai perder margem de negociação já que os próximos lances serão desse preço pra cima.

4) O terceiro lance (do vendedor)

Ok. Você jogou o preço lá em baixo. Agora é a vez do teatrinho do vendedor. Ele vai dar risada, comentar com os vendedores do lado dando risada e tudo mais. Tente levar no bom humor, não fique sem graça, faz parte do “jogo”.

Então ele vai fazer outro lance, diminuindo pouco o primeiro lance que ele fez. Sendo ainda mais caro do que o preço ideal daquele produto/serviço.

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Vendedor em feira no centro de Ahmedabad

5) TRUCO! Lance final!

Ok, o vendedor já diminui o preço. Você sabe que aquele valor é flexível e o preço que ele jogou já está mais próximo do ideal. “Naheen, bhaaya, naheen!”Agora é sua vez de trucar a brincadeira e propor o preço ideal.

Arriscaria dizer que 80% dos casos, a barganha acaba aqui. Você pode forçar no teatrinho pra bater o pé do seu lado e fechar o negócio.

Você ainda pode ter a ousadia de nesse ultimo lance fechar por um preço abaixo do que você espera. Pode dar certo, também pode resultar em um outro lance do vendedor.

6) Mostre o dinheiro trocado

É possível que o vendedor não abra mão do último lance dele. Nesse caso, o que costumo fazer, é mostrar em dinheiro trocado o quanto quero pagar. Mostrou o dinheiro vivo certinho na frente do vendedor, a brincadeira sai do mundo das idéias e o cara desiste da barganha já que muitas vezes eles barganham só por hábito.

Se você não tiver o dinheiro trocado nesse momento, você perde esse poder de barganha.

Me lembro de conferir antes de sair de casa se tinha dinheiro trocado na carteira só pra barganhar no rickshaw (tuk tuk).

7) Vá ao próximo vendedor

Se mesmo assim, o vendedor não abrir mão do último lance dele, tem algo que também ajuda:

Você provavelmente vai estar em um ambiente com muitos outros vendedores ambulantes que vendem a mesma coisa bem ao lado. Então, mostre pro vendedor que você vai tentar no cara do lado, alguns voltam atrás. Caso, ele não voltar atrás, é bem capaz do próximo aceitar o preço que você está disposto a pagar.

Exemplo

Vamos supor que quero pegar um rickshaw (tuk tuk).

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Ponto de rickshaw em Ahmedabad

Passo 1: Sei que o trajeto demora cerca de 10min e que em geral, custa 80 rúpias.

Passo 2: Digo onde quero ir e o motorista do tuk tuk propõe me levar por 180 rúpias.

Passo 3: Dou risada da cara dele e digo que estou disposta a pagar 50 rúpias.

Passo 4: Ele dá risada da minha cara e diz que pode me levar por 100 rúpias.

Passo 5, TRUCO: Digo que pago 80 rúpias.

Passo 6: Ele insiste em querer fazer a corrida por 100 rúpias. Tiro da carteira 80 rúpias trocado e mostro pra ele que diz pra eu entrar no tuk tuk.

Passo 7: Se ele não abrir mão e eu fazer muita questão de pagar aquele preço, vou até o motorista de tuk tuk do lado, que provavelmente escutou toda a negociação e deve estar disposto a me levar por aquele preço.


Claro que você não vai precisar barganhar em tudo, claro que muitas coisas tem o preço bem tabelado, claro que muitas coisas tem o preço tão baixo que não vale a pena perder tempo pra economizar tão pouco e claro que não é todo dia que você está com bom humor pra gastar toda essa energia barganhando.

Mas fica aqui o jeito que aprendi a barganhar.

Comentem aqui se conseguirem colocar isso na prática ou se já fazem de alguma forma similar.

Boas negociações 😉

O Cosmopolita

 

Desmistificando a comida indiana 3/4: As 11 principais comidas de rua

Beleza, no post passado desdobrei as principais comidas indianas mas muita gente que foi pra Índia deve ter pensado: péra… tá faltando coisa aí! Cade o street food????

Viajando a low cost e/ou para mergulhar na cultura local, é interessante comer na rua (e não estou falando de food truck!!!). Então vou listar aqui as principais comidas indianas que se vendem na rua. Ou seja, os principais street food.

Claro que assim como disse no post anterior, a Índia é muito grande e a gastronomia varia também. Então fiz essa lista de acordo com minha experiência, lugares que passei e pesquisas na internet. Bora lá:

1) Samosa

Samosa é o mais clássico, está em toda Índia. Samosa é um salgado feito de uma massa recheada com batata temperada com vegetais. Tem esse formato de triângulo e é “gordinho” de recheio.

As samosas são fritas e como indiano exagera no óleo, em determinados lugares ou situações, não cai bem.

2) Pani puri

O pani puri tem que estar no top 3 também, ele está por toda a parte.

O pani puri é tipo um biscoito de polvilho servido com um tempero verde (temperatura ambiente).

Na rua, costuma ser vendido nessas barraquinhas:

O pani puri é servido em uma cumbuca descartável de alumínio onde você vai pegando quantos quiser, o tiozinho vai jogando o molho em cima e no final você paga a quantidade total de biscoitos que comeu.

Eu via bastante gente comendo pani puri no intervalo do trabalho e por algum motivo é rotulado como comida de mulher. Não consegui descobrir o motivo.

3) Momos

Comida originalmente tibetana que se espalhou pelo Nepal e norte da Índia, então quem viaja entre Delhi, Varansi, Rajastão e Himachal Pradesh, vê muito momo na rua.

O momo é um salgado feito de um massa que pode ser nesse formato de bolinho (que parece um suspiro) ou “pastel” recheado com repolho, cenoura, pimentão, cebola, alho e feijão verde servido com um molho apimentado. Também tem momo de frango.

(O recheio é frito e depois de colocado na massa é cozido à vapor)

4) Vada pav

O vada pav, apesar de não ser tradicional na Índia inteira, é MUITO tradicional em Mumbai. Então, quem for pra lá, provavelmente vai ver esse salgado na rua que nada mais é do que um sanduíche de purê de batata com coentro à milanesa servido com  um molho de pimenta.

5) Veg puff

Localizado próximo das samosas nas lanchonetes, o veg puff nada mais é do que um folheado de vegetais como cenoura, ervilha e batata.

6) Pakora

Também na sessão de frituras nas lanchonetes, está o pakora que nada mais é do que salgadinho de vegetais a milanesa, sendo os principais de cebola, espinafre e couve-flor:

7) Amendoim, salada de amendoim (peanuts salad) e nozes

Outra comida de rua que está por toda a Índia.

São vendidos em carrinhos que o cara já deixa uma boa porção esquentando e servido à mão em cones dobrados de páginas de revistas ou jornais. Isso mesmo, jornal! Hahaha… A falta de higiene é gritante… Mas os amendoins continuam deliciosos! Haha!

A salada de amendoim (peanuts salad) é uma porção de amendoim com alguns vegetais como tomate, cebola e coentro podendo ser servido no cone de jornal ou nessas cumbucas de alumínio. Também mais comum no norte da Índia.

8) Poha

SIM!!! Essa comida gera muita piada entre os brasileiros pelo seu nome! HAHAHA!

Mas essa poha da Índia (rs!) é um arroz achatado que é muito comum ser vendido na rua servido em pequenas porções com amendoim e vegetais.

9) Barraca de ovo

Também estão por todo lugar. Eles fazem ovos de todo o tipo, cozido, frito, etc… Lembrando que como escrevi na parte 1 dessa série de posts, ovo é rotulado como “non-veg” na Índia.

10) Sanduíche vegetariano (veg grilled sandwich)

Famoso sanduíche natural feito nos George Foreman grill da vida, com a diferença que eles colocam green chili, claro.

11) Pipoca!

Nenhuma novidade. Afinal, quem não gosta de pipoca?

Mas confesso que fiquei levemente surpreso por ver pipoca sendo vendida nas ruas da Índia e duas coisas me chamaram a atenção:

  1. Eles fazem a pipoca e ela fica ali… Imagino que muitas vezes deve ser vendida murcha. E também vendem pipoca já estourada em sacolinhas nos mercados (wtf?).
  2. Cheguei a ver várias vezes em templos, pipoca como oferenda para os deuses hindu.

Chegamos ao fim

É isso aí meus caros, está aí a lista das 11 principais comidas de rua da Índia de acordo com O Cosmopolita. Claro que também poderia entrar nessa lista o pav baji e dosa mas como na maioria das vezes eles são vendidos em restaurantes como refeição completa, acabei agrupando no post anterior.

O Cosmopolita, você recomenda comer street food? E quanto à intoxicação alimentar?

Como grande parte dos estrangeiros pegam intoxicação alimentar (de vários níveis) na Índia, é bem provável que se pegue de qualquer jeito devido à falta de higiene (até nos restaurantes), quantidade de óleo usado no preparo das comidas e temperos fortes que você não está acostumado como os chillis.

Claro que com 1 ano de Índia e umas 3 intoxicações no currículo eu já estava comendo de tudo, conforme você vai pegando intoxicação, seu organismo vai calejando e já dá pra ir arriscando certas comidas.

Mas chegando do zero para visitar a Índia, de acordo com minha experiência sugiro o seguinte: 

  • Dê uma analisada na higiene da barraquinha, lanchonete ou o que seja para ver se tem algum nível de higiene para aquele tipo de comida.
  • Cuidado com o exagero nas frituras como samosa, pakoras e vada pav. Seu paladar pode gostar muito dessas comidas mas se você não tiver acostumado, vá de leve. Se essas comidas vierem pingando óleo, pense bem…
  • Cuidado com os temperos que acompanham a comida. Esses chilis de todo o tipo podem te fazer mal.
  • Pani puri: Experimente um e veja se seu paladar gosta e se vale a pena continuar comendo mais. Eu, particularmente não gosto, achei suspeito o molho com temperatura ambiente
  • Amendoim no jornal: Não é higiênico e tem certos riscos, mesmos que pequenos. Então, cara. Vai bem de você e do seu nível de frescura…
  • Selo “O Cosmopolita” de aprovação: momos, veg puff, poha (rs!), veg grilled sandwich (principalmente!!!), e claro, pipoca. Nesses, pode ir fundo! Minhas primeiras 2 semanas na Índia foram à base de veg grilled sandwich e Subway!

 

Certo?! Bom apetite! Com cautela, claro! Rs

O Cosmopolita

 

Desmistificando a comida indiana 1/4: uma introdução à alimentação indiana

Muito se fala sobre a comida indiana, que ela é apimentada, que as pessoas têm intoxicação alimentar e coisas do tipo.

Mas afinal, que tipo de comida se come na Índia?! Que temperos que ele usam?! Irei desmistificar a comida indiana em 4 posts para não ficar muito maçante.

Os selos VEG e NON-VEG

Vamos lá. Não dá para falar de comida na Índia sem falar dos selos “VEG” e “NON-VEG”, então creio ser o ponta-pé inicial perfeito para abordar esse assunto.

80% dos indianos são da religião hindu, que prega que a vaca é sagrada e que se deve praticar a não violência (até com os animais). Portanto, eles são vegetarianos e como já havia mencionado aqui, os alimentos na Índia são classificados com esses dois selos:

veg

OBS: no vegetarianismo indiano, ovo também é rotulado como “Non-veg“:

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Seguindo esse raciocínio, não entendo porque o leite é rotulado como “VEG”… Mas beleza.

E esses rótulos não param por aí, olha só:

Isso mesmo! Açúcar e até produtos de higiene pessoal não escapam desses rótulos! Pensando bem, depois que fizeram esse vídeo mostrando como é feita a jujuba, dá para entender essa preocupação dos indianos.

Os indianos levam isso muito a sério e existem pessoas na Índia que têm nojo de carne e em determinados restaurantes eles já colocam o selo de “VEG” na faixada para deixar claro que lá, além de não se preocupar se vem carne na comida, ninguém vai precisar encarar os pratos com carne da mesa do lado:

Ok. Agora já dá para entender que a vida dos carnívoros é difícil na Índia. Carne de vaca não tem, só no black market (mercado negro, sim isso existe na Índia!), a carne de frango é bem vendida, alguns lugares vendem carne de búfalo, linguiça e peixe (que é encontrado mais em cidades litorâneas).

Falando em restaurante…

Como a comida é servida nos restaurantes indianos

Quando se vai para um restaurante na Índia, se passa por alguns choques culturais que resolvi pontuar e esclarecer aqui:

1.Água

Assim que você senta na mesa, é servido água de graça com uma jarra que fica a sua disposição na mesa para você beber a vontade. Claro que ela não costuma vir gelada, aí vai de você pedir uma garrafa pet.

2. Jarros para lavar a mão

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Isso não acontece em todos os restaurantes. Apenas nos restaurantes mais chiques ou naqueles que o MENU inteiro é de comida de comer com a mão.

Nesse caso, o garçom vem até a mesa com um jarro de água MORNA e uma bacia (exatamente com a figura!) para você lavar a mão. É o tipo do momento que você se sente um rei. Haha!

3. Colher e pratos

talhares

É meus caros, dependendo do que se pede, a comida vem servida nesse pratão que mais parece tampa de panela, e com essa cumbuquinhas onde a comida é separada.

Além disso, talher, só vem colher, então tem que se acostumar a comer de colher ou com as mãos!!! Se quiser garfo e faca, na maioria dos lugares, tem que pedir pro garçom.

4. Butter milk

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Uma espécie de iogurte salgado, é servido junto com alguns pratos para quebrar a pimenta, e realmente funciona muito bem.

Os brasileiros costumam ter grande dificuldade em lidar com o gosto do butter milk. Considero um brasileiro que gosta de butter milk muito bem adaptado à Índia, um Cosmopolita. Rsrsrs!!

5. Mouth freshener

Como se sabe, escovar os dentes depois de todas as refeições não é algo que faz parte de todas as culturas do mundo. Aliás, é bem coisa de brasileiro! Ótimo costume, por sinal. Então, esse hábito também não faz parte da cultura indiana.

É por isso que na Índia, após terminar a refeição, é servido os mouth freshener que traduzindo ao pé da letra, é o refrescante bucal. Eles são servidos na mesa ou ficam no balcão do caixa.

Os mouth freshener costumam variar entre uns 4 tipos diferentes de erva e açúcar que são misturados para tirar o gosto e hálito da refeição e por incrível que pareça, a mistura tem gosto de pasta de dente.

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Claro que não limpa igual aquela boa escovada nos dentes mas dá uma enganada…

Ok, O Cosmopolita!!! Mas o que esses indianos comem????????

Calma que isso vem na parte 2/4 desse post…..

O Cosmopolita

12 animais que se encontra pela Índia

Que a Índia é um dos países mais populosos do mundo, todo mundo já sabe. Na Índia, a vida está em todos os lados mas além das pessoas, os animais são MUITO presentes!

Foi percebendo isso que resolvi listar 12 animais que se encontra pela Índia e desdobrei algumas questões relacionadas à eles. Dos fofos, aos nojentos, passando pelos sagrados. Tentei organizar em uma ordem decrescente dos mais fáceis de se ver aos mais difíceis:

1) Vira-lata

Assim como qualquer lugar do mundo, vira-latas são os animais mais vistos. A diferença da Índia é que os indianos só criam cães de raça e tem uma rejeição enorme pelos vira-latas ao ponto de eles ficarem totalmente abandonados nas ruas sendo muito fácil ver vir-latas mancos ou com enormes feridas (alô defensores dos cachorríneos!). Em determinados lugares, também se vê uma grande população de cachorros.

Outra curiosidade é que em algumas regiões da Índia, é banal os cachorros dormirem em cima dos carros:

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2) Pomba (#pruu)

As pombas também estão em todo lugar do mundo. Mas a diferença na Índia é que eles alimentam os pombos, eles acreditam ser uma forma de boa ação, que gera karma positivo e pode voltar para a pessoa.

Então em determinados lugares públicos, é comum alguém vender comida de pássaro para as pessoas alimentarem os pombos. Nas empresas e casas, é comum deixar um pote de água e outro de comida de pássaro em algum lugar aberto para os pombos. A presença dos pombos é tão comum que eles mal se importam das pessoas caminhando ao redor.

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Crianças alimentando os pombos

3) Vaca

Todo mundo sabe que a vaca é sagrada na Índia. Elas estão por toda parte, tão largadas quanto vira-latas. Vou desdobrar a questão da vaca em outro post.

4) Búfalo

A Índia além de ter o maior rebanho de vacas do mundo, também tem o maior rebanho de búfalo, um a cada dois búfalos do mundo está na Índia.

A vaca é sagrada mas o búfalo não é. Então, os muçulmanos criam búfalos para comê-los. Os indianos definem a carne de búfalo como gordurosa (não cheguei a experimentar). Muitas famílias também criam búfalo por causa do leite.

Os búfalos causam um certo estranhamento para nós, brasileiros, devido à sua aparência selvagem. Eles são tipo uma vaca preta, grande, peluda e com chifres longos. Apesar dessa aparência, também são mansos.

5) Esquilo

Extremamente ágeis, esses roedores também estão por todo lado. São muito fofos 🙂

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6) Bode

Os bodes são menos comum de ver em grandes centros urbanos. Os indianos também comem a carne de carneiro.

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Bode em um ghat em Varanasi

7) Macaco

Também é muito comum encontrar macacos pela Índia. Eles costumam andar em bando e apesar de terem se adaptados aos centros urbanos, são selvagens. Então tome cuidado com o líder do bando ou se estiver com comida na mão.

Os biólogos de plantão que me perdoem, não sei o nome das espécies (me ajudem nos comentários) mas existem duas espécies principais de macacos na Índia:

  •  São maiores, têm o rabo bem comprido, rosto e patas pretos e pelos claros.

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  • São menores, têm o pelo mais escuro e a bunda vermelha como um babuíno. Muito comuns no norte da Índia.
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Macaco no templo dos macacos (Hanuman Temple) em Jaipur

Os macacos são tão presentes na Índia que existe um deus hindu com rosto de macaco, chamado Hanuman:

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Cidades turísticas com macacos: Jaipur (Hanuman Temple e Pink City), Udaipur (Monsoon Palace), Rishikesh (ponte Lakshman Jhula).

8) Camelo

Mais comuns em regiões mais secas da Índia como o estado do Rajastão. Eles são muito usados para puxar carroças.

Cidades turísticas com camelo: Jaipur (Jal Mahal), Jaisalmer (safari de camelo no deserto), Pushkar.

9) Elefante

AHÁ! chegou a hora esperada!

Os elefantes também são animais sagrados devido sua importância histórica, eles foram muito utilizados nas construções, no transporte e nas guerras.

Hoje em dia eles são utilizados no turismo e em cerimônias religiosas.

A imagem dos elefantes está associada à força e trabalho e também eram um transporte de luxo, usado pelos nobres. É frequente ver a imagem dos elefantes com deuses em templos e existe um deus hindu, Ganesha, com rosto de elefante.

Cidades turísticas com elefante: Jaipur (Haathi Gaon), Goa, Hampi.

10) Rato

É, aquela fama da Índia sobre a falta de higiene e de estrutura é verdade então se acabando vendo em casas, restaurante ou mesmo na rua, ratos vagando.

O rato é um dos animais do hinduísmo conhecidos como vahana, que são usados como meio de transporte pelos deuses. Por mais impossível que isso possa parecer, no caso do rato, ele é o transporte de Ganesha, o deus com cabeça de elefante.

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Além disso, em Deshnok, no Rajastão, existe um templo dos ratos, onde eles são sagrados (acabou que não fui).

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Foto do templo dos ratos chamado Karni Mata

11) Pavão

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O pavão tem sua importância, entendi ter sido muito presente no passado e creio ser presente no interior. Sua pena tem um valor especial.

Assim como o rato, o pavão também é um vahana, no caso do pavão, ele é o transporte de Sarasvati, deusa das artes e esposa de Brahma (o deus criador).

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Figuras de pavão no templo Kapaleeshwarar em Chennai

12) Periquito

Periquitos não são tão vistos, mas é possível vê-los em alguns lugares.

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Periquito no forte de Jodhpur

O Cosmopolita

5 conclusões sobre ser um expat na Índia

Os indianos tem uma vida MUITO diferente dos ocidentais, a maioria esmagadora dos jovens mora com a família, mulheres tem que estar em casa até meia noite, os relacionamentos funcionam de outra forma por causa dos casamentos arranjados (vou explicar isso em outro post), e como moro em um dry state, bebida é proibida e ai de um indiano de chegar em casa bêbado. Em outras palavras, eles levam a vida de um pré-adolescente brasileiro, a diferença entre os estilos de vida é gritante.

Então é inevitável a identificação e aproximação entre os estrangeiros, estamos todos no mesmo barco. Um ajuda o outro, formamos um grande grupo de amigos, além de um grupo de viagem, se conhece gente de todo o mundo, com diferentes costumes e pontos de vista. E ainda, ganha estadias ao redor do mundo e um motivo a mais para viajar pelo mundo.

Na verdade, um dos maiores méritos do serviço da Aiesec é juntar os estrangeiros. Em uma cultura totalmente diferente da nossa, faz toda a diferença poder conversar com alguém que está passando pelas mesmas coisas que você. É tipo uma válvula de escape. Pelo que percebi, isso é algo que sempre acontece nos intercâmbios da Aiesec.

Logo observei 5 coisas em comum entre essas pessoas. Segue a lista:

1) Muitos já moraram fora de seu país de origem antes de vir para a Índia

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Andersson (Colombia) e Mattia (Itália) em uma viagem à Pushkar/Rajastão
Lente 50mm Exposição: 1/500s Diafragma: f/2.2 ISO 400

Não que seja um pré-requisito para morar na Índia mas imagine alguém na Índia sem falar inglês fluente e sem ter tido a experiência de se virar no exterior. Sério, a Índia é um dos maiores choques culturais que se pode ter.

2) Poucos estão 100% satisfeitos com seu trabalho

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Rim (Marrocos) em uma partida de Uno (da série jogos universais)

Como disse aqui, as condições de trabalho e o clima organizacional das empresas na Índia não costumam ser dos melhores mas só a experiência de morar na Índia é muito válida. Então acaba que a experiência é mais pessoal, é o dia a dia, os choques culturais, as viagens. E no lado profissional, se desenvolve apenas algumas competências.

3) Todos querem viajar pra c@r@|#0

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Christopher (Alemanha) fotografando o teto de uma tumba muçulmana em Delhi, no caminho para o Kheer Ganga
Lente 18-55mm Exposição: 1/800s Diafragma: f/4.5 ISO: 400

A Índia é um país muito diverso e rico culturalmente. Quem vem pra cá guardou dinheiro durante um bom tempo para viajar. Então, companhia para viajar, não falta.

4) A relação com a Índia oscila

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Aslihan (Turquia)

Tem dias que você ama, tem dias que você odeia. Essa regra se aplica a todos. Mas com o passar dos meses você se adapta à Índia e aprende a lidar com as dificuldades.

5) Todos já tiveram food poison

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Oumar (Senegal), Kaito (Japão) e Diego (Brasil)
Lente 50mm Exposição: 1/60s Diafragma: f/1.8 ISO: 6400 Luz: de Natal + notebook

É, como disse no item 3 desse post, arriscaria dizer que cerca de 90% dos estrangeiros que vem para a Índia tem problemas com intoxicação alimentar, chamada de food poison por aqui ou em outras palavras é a famosa caganeira! A comida indiana usa temperos diferentes e pesados, então o organismo demora para se acostumar.

Os brasileiros

(Quem já morou no exterior vai se identificar com  isso aqui)

Já reparou que todo mundo que vai morar no exterior, seja pra fazer high school, estudar através do ciência sem fronteiras, work and travel, curso de inglês no Canadá, na Irlanda… Que seja! Anda com bastante brasileiros?!

Aí você vê o fulano que mora no exterior postando foto no Facebook, tá marcado uns 3 nomes de brasileiro e você pensa:

“P0rr@, fulano foi pra PQP só pra andar com brasileiro?!?!”

Pois é, isso também já me passou pela cabeça. Tudo bem que como disse aqui, meu objetivo ao me mudar pra Índia não é desenvolver meu inglês. Mas a questão é que brasileiro se identifica MUITO um com o outro, desde a forma de encarar as coisas até a forma de se relacionar. A identificação é muito grande, e consequentemente os brasileiros se aproximam. 

Claro, recomendo para quem está indo morar no exterior para aprender inglês, o famoso conselho “fuja dos brasileiros!” Mas não vai ser fácil, os brasileiros estão em todo lugar, aceite. Quem diria que em Ahmedabad na Índia (wtf?!) conheceria 9 brasileiros?! Entre o pessoal da Aiesec, fomos a nacionalidade com maior representatividade em 2016. Quando fui intercambista no high school dos EUA, não foi diferente.

Fazer amigos do mundo inteiro é muito enriquecedor e se aprender muito com os pontos de vista e as personalidades. Mas se tratando de uma cultura tão diferente quanto a Índia, faz bem ter alguém do seu lado com o mesmo raciocínio. Entre 12 pessoas que passaram pelo apartamento que moro, 4 foram brasileiros.

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Nordestinos, cariocas, paulistas e gaúchos. Troca boa! Esse foi o grupo de brasileiros em Ahmedabad em 2016, com exceção do cara de vermelho. Fiz amizades para levar para sempre comigo, já estamos até combinando os encontros anuais.

O Cosmopolita

11 coisas para se acostumar na Índia

A Índia é de fato muito diferente do Brasil. Durante o dia-a-dia tem aquelas coisas que pegam mais, então resolvi listar aqui 11 coisas para se acostumar ao vir visitar/morar na Índia:

 

1) Poeira

A Índia tem um clima árido e o solo arenoso. Ou seja, poeira pra todo lado. Aqui faço duas observações. Primeiro, esse pano no rosto com o nó atrás, na nuca (foto do homem), é muito comum de ser usado mas veja bem, isso não tem nada a ver com nenhuma religião. Serve para evitar de ficar comendo poeira e para não queimar a cara no verão (os indianos não usam filtro solar e tem pavor de pegar uma cor).

Segundo, os indianos são extremamente noiados com poeira, eles estão sempre varrendo o chão, até porque eles estão sempre de sandália ou descalços e não querem sujar o pé. Então, essa cena das fotos é bem comum, e essa vassoura indiana acaba ficando bem característica porque raramente se vê a vassoura “ocidental”.

2) Vaca = vira-lata

Como não é novidade para ninguém, vaca é sagrada na Índia. O motivo eu vou explicar em outro post. A questão é que elas estão por toda parte, ficam soltas, pela rua, tipo vira-lata mesmo e muitas vezes, em bando. Elas ficam andando por aí, revirando lixos, sentadas na rua, atrapalhando o trânsito… Falando em trânsito…

3) Trânsito caótico

Seguindo no que disse aqui: vaca, moto, rickshaw (tuk tuk), bicicleta, ônibus, carro, búfalo, camelo, elefante. É, tem de tudo no trânsito indiano. Mas o que é mais difícil para os brasileiros é o BARULHO DE BUZINA! Aquela buzinada surpresa na orelha pode desequilibrar seu melhor humor.

As faixas não são respeitadas, não tem calçada para pedestre, existem poucos sinaleiros, é banal entrar na contra-mão, E o mais incrível: FUNCIONA!

No começo você acha que vai bater toda hora, eles dirigem muito perto um do outro, muitos até sem retrovisor, entrando na contra-mão e desviando dos carros frente à frente. No primeiro mês, o friozinho na barriga é constante. Mas deve ocorrer bem poucos acidentes, pelo menos eu nunca vi nada além de umas encostadas. A questão é que na Índia tem MUITA gente e a rua tá sempre cheia de veículos, então raramente é possível ultrapassar 50km/h. Aí devagarzinho, fica fácil.

Olha aí como é:

Além disso, ensinei como atravessar a rua na Índia aqui.

4) Pegar carona de moto sem capacete

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Aproveitando o assunto do item anterior, a fiscalização aqui para andar de moto de capacete é baixíssima, então quase ninguém usa. E como moto é um veículo barato, grande parte dos meus amigos indianos/estrangeiros andam de moto. Aí na hora daquela caroninha eles não aparecem com capacete. Nessa situação, a adrenalina é diretamente proporcional à velocidade.

5) Se comunicar sem falar o mesmo idioma

Os indianos jovens com boa educação falam inglês fluente. Mas a Índia não é populada apenas de jovens com boa educação, certo? O idioma nacional da Índia é o hindi, e além dele, os estados da Índia tem seu próprio idioma e dialetos locais. São muitos, desdobrei toda a questão do idioma na Índia aqui.

Ok. Dá pra se virar bem apenas com inglês na Índia. Mas é muito interessante saber algumas palavras-chave em hindi. 

Acredite, pode te ajudar muito 😉

6) Barganhar

Declarado pelos brasileiros junto com o barulho de buzina, como as duas coisas mais chatas da rotina na Índia!!! Acontece principalmente em situações na rua que envolvem dinheiro vivo, seja o motorista do rickshaw (tuk tuk) ou o cara do carrinho de verdura na esquina. Só de ver sua cara de gringo eles jogam o preço lá em cima. E pra barganhar sem falar o mesmo idioma, como faz?

Fiquem tranquilos, ensinei toda a arte da barganha na Ásia aqui.

Depois de morar na Índia está liberado até colocar “negociação” como competência no currículo.

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7) Cortar a carne bovina

É, já que a vaca é sagrada. Logo, não se come carne bovina. Digo, se come carne de búfalo mas não é muito comum. Fiquem tranquilo, carnívoros fervorosos, fiquem tranquilos, tem frango e peixe (pouco) para quebrar o galho.

Como a maioria é hindu e evita comer carne, os restaurante, embalagem de alimentos e produtos costumam indicar sua procedência com estes selos:

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8) Comida apimentada

Outra informação bem conhecida sobre a Índia. Sim, a comida indiana é muito apimentada. Na verdade quando um estrangeiro vai à um restaurante eles tentam fazer “less spicy” (menos apimentado) mas não tem jeito, vem apimentado de qualquer forma.

Certa vez, conversando com uma amiga indiana que estava de mudança para os EUA, me disse que ia levar muito temperos indianos já que comida sem pimenta não tem gosto. Esse é o raciocínio deles.

9) Comer com a mão

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Hora de perder a frescura. Mão no alimento. Os restaurantes servem só colher, e como é difícil comer com colher hein?! Garfo e faca só em casa, em restaurante tem que pedir pro garçom.

Fiz toda uma introdução sobre a questão da carne e como a comida é servida nos restaurantes nesse post.

10) Ter papel higiênico com você, sempre

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Os banheiros aqui não costumam ter papel higiênico e os restaurantes não costumam ter guardanapos. Nunca se sabe quando vai precisar, então, melhor se prevenir, certo?

11) Temperaturas acima de 40ºC (no verão)

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É meus caros, como eu disse no post anterior, o verão aqui não é brincadeira, nos meses de abril, maio e junho o bicho pega! Entre 11h às 17h é insuportável ficar na rua. Durante esse tempo, já se acostume com a testa suada, sempre.

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Fica aqui as 11 coisas para se acostumar na Índia! Envie para aquel@ seu amig@ que está cogitando dar um pulo aqui.

O Cosmopolita